segunda-feira, 30 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
Eu e a crise

Acho que eu não me lembro de não estar em crise. Quando eu era criança sempre estávamos economizando, comprando o mais barato, pesquisando preços. Não me lembro de ver meus pais coprando alguma coisa por impulso. Nosso dinheirinho era muito bem estudado na hora de gastar. Para mim, crise é um estado normal.
Mas hoje penso nos "porquês" da vida (será que mudou a ortografia dos pqs?). E pra variar estou em crise. Não sei se quero trabalhar como jornalista pra sempre. Não sei se assessoria de imprensa é o meu caminho. Também não sei se redação é pra mim. Essa é a minha crise! Será que vale a pena trabalhar, dedicar sua juventude, tempo e criatividade para uma empresa? Sei que tem muita gente sem emprego, que o mar não está para peixe. Mas se não nos questionamos ficamos acomodados e aí tudo fica muito chato.
Não quero fazer a mesma coisa pra sempre, quero trabalhar pra mim! Estou em crise e quem paga o pato? Eu.
terça-feira, 17 de março de 2009
90's teen
Hoje vi o Blog sobre nada (http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/blog/sobrenada/?id=867268) e o Ewandro falava sobre a adolescência nos anos 90. Bem essa também foi minha época, peguei mais o final da década, mas me lembro muito bem do famoso Hangar, bar underground de Curitiba.
Lembro dos meus primeiros pileques com cerveja ou vinho barato, mas lembro mais ainda do El Potato Medieval. Eu não ia no Hangar porque ficava muito longe para quem vinha do Bairro Alto, então era mais fácil parar no Cabral e ir ao Potato. Ao lado dele tinha o Stúdio 1250 que era uma balada mais "poperô", para usar termos da época, e lá em cima onde hoje é o Rodeo era o Mustache Sound and Dance. Todos esses locais eram frequentados pelos teens da época. Eram tribos totalmente diferentes e pouca briga acontecia.
Voltávamos de madrugueiro, mas antes tínhamos que andar a pé até ao terminal do Boa Vista. Parece não ter sentido ser nostálgico com um tempo que passou há pouco mais de 10 anos, mas hoje tudo está mais rápido, e eu pelo menos não faço mais muita coisa parecida com as quais eu fazia naquela época. Então, me dou ao direito de ser nostálgica.
O Potato era um porão de pedra, as paredes ficavam suadas e o chão molhado. Tinham dois bares um ao lado do palco e outro numa espécie de jardim de inverno. Havia também uma darkroom onde o pessoal ia ficar.
Toda sexta-feira eu saia do colégio e ia a pé até ao Potato pegar meu bônus. Lembro que com 10 reais e dois VTs a noite estava garantida. Bons tempos e baratos também. Não perdia um show do The Doors cover, ou ACDC... enfim estava lá com chuva ou tempo bom. Que tempo bom que não volta nunca mais.
Dica: Nostalgia também é um sanduíche servido no Café do Teatro.
Lembro dos meus primeiros pileques com cerveja ou vinho barato, mas lembro mais ainda do El Potato Medieval. Eu não ia no Hangar porque ficava muito longe para quem vinha do Bairro Alto, então era mais fácil parar no Cabral e ir ao Potato. Ao lado dele tinha o Stúdio 1250 que era uma balada mais "poperô", para usar termos da época, e lá em cima onde hoje é o Rodeo era o Mustache Sound and Dance. Todos esses locais eram frequentados pelos teens da época. Eram tribos totalmente diferentes e pouca briga acontecia.
Voltávamos de madrugueiro, mas antes tínhamos que andar a pé até ao terminal do Boa Vista. Parece não ter sentido ser nostálgico com um tempo que passou há pouco mais de 10 anos, mas hoje tudo está mais rápido, e eu pelo menos não faço mais muita coisa parecida com as quais eu fazia naquela época. Então, me dou ao direito de ser nostálgica.
O Potato era um porão de pedra, as paredes ficavam suadas e o chão molhado. Tinham dois bares um ao lado do palco e outro numa espécie de jardim de inverno. Havia também uma darkroom onde o pessoal ia ficar.
Toda sexta-feira eu saia do colégio e ia a pé até ao Potato pegar meu bônus. Lembro que com 10 reais e dois VTs a noite estava garantida. Bons tempos e baratos também. Não perdia um show do The Doors cover, ou ACDC... enfim estava lá com chuva ou tempo bom. Que tempo bom que não volta nunca mais.
Dica: Nostalgia também é um sanduíche servido no Café do Teatro.
terça-feira, 3 de março de 2009
Tédio no Detran

Acho que o título é redundante, mas vamos lá.
Hoje na coluna do Tezza (http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/colunistas/conteudo.phtml?tl=1&id=863110&tit=Maratona-do-Detran--a-missao) ele falava da maratona que é renovar a carteira de motorista. Eu passei por isso no final de 2008. Fui lá no meio das minhas férias, afinal durante o ano é impossível perder um dia útil para isso, prefiro faltar ao trabalho por uma dor de barriga do que para renovar a carteira, nem carro próprio eu tenho.
Bem, cheguei lá as 8h da manhã, peguei senhas, e mais senhas, a chatice começou na hora da foto.
- Tirem brincos, piercings, alargadores. Cabelos atrás da orelha. Maquiagem suave, caso contrário tem que tirar. Dizia a entediada funcionária, nem a Patty e Selma dos Simpsons são tão chatas.
Então chegou a minha vez de tirar a foto, tirei brincos, colar, maquiagem pra garantir. Mas o piercing do nariz não saiu, aliás nunca tirei. Puxei, empurrei, molhei pra ver se saia mais fácil e nada. No final arrisquei. Adivinha o que a Selma do Detran daqui disse?
- Essa foto não vai passar. Você tem que tirar o piercing.
- Mas eu não consigo, veja a foto da minha carteira velha, nem aparece, é tão pequeno.
- Você pode até tirar a foto, mas vai receber uma carta do detran avisando que tem que tirar nova foto.
- Eu vou arriscar, não aparece.
- Tá bem, mas não vai passar.
Adivinhem!!! Uma semana depois minha carteira estava em casa, veio perfeitamente pelo correio. Minha vontade era de ir lá e mostrar para aquela chata que deu certo. Devia ser proibido sair na foto com olheiras como eu saí. Não tem photoshop na foto do Detran.
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